O Rio Mississippi clama a alma do Rei do Blues, B.B. King se foi.

Blues Boy King sofria de diabetes há 20 anos e havia se internado a pouco dias em Los Angeles (EUA).

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Tristeza, como o soar melancólico do blues. Está assim o sentimento dos fãs do ‘Rei do Delta do Mississippi’. Blues Boy King se foi, na madrugada desta sexta-feira, 15, aos 89 anos, em um hospital da cidade de Los Angeles (EUA), fazendo o que mais gostava, estar na companhia da Lucille, sua guitarra. O músico sofria de diabetes tipo 2, há mais de 20 anos, e morreu por conta de uma desidratação ocasionada devido a doença.

Nascido em 1925, em Itta Bena, no estado do Mississippi, era lavrador, colhia algodão, assim como os seus pais. Serviu ao exército dos Estados Unidos, depois foi tocar nas ruas, nos anos 1940. Em 1949, foi para Memphis, onde tocava profissionalmente. Depois foi DJ na rádio WDA, uma rádio que tocava música negra. De lá para cá, seus discos venderam sem parar e seu modo de tocar guitarra, um vibrato diferente até então, influenciou a maioria das bandas de rock e blueseiros de todo o mundo.

Um fato curioso na vida de B. B. King foi quando ele tocava na cidade de Twist, no Arkansas, uma briga começou por conta de uma mulher, um lampião de querosene caiu no chão e iniciou um incêndio. B.B. King lembrou que sua guitarra, a famosa Gibson EE 335, estava dentro do prédio, ele voltou e conseguiu salvá-la. A partir daí, ele passou a chamá-la carinhosamente de Lucille, por ser o nome da mulher, o motivo da briga.

O ‘Rei do Blues’ levou sua música para todos os cantos do mundo. No Brasil, cantou e gravou com o saudoso Celso Blues Boy, seu maior fã por aqui, uma música em homenagem a outra lenda do blues, Robert Johnson. B.B. King se apresentou em mais de 80 países e fazia mais de 200 shows por ano. Seus fãs eram de todos os tipos: jovens, velhos, negros ou brancos, mostrando que sua música venceu o velho racismo, que era tão comum quando nasceu.

Agora o Blues Boy King chegou em uma “Jam Session” celestial, com as outras lendas que já se foram, Robert Johnson fez questão de ficar ao teu lado, Bo Diddley ficou feliz em reencontrar o velho parceiro, muitos querem cantar formando um coro curioso com John Lennon fazendo graça como sempre, Muddy Waters ri sem parar, até o Brian Jones apareceu na brincadeira com a maior satisfação. Keith Moon e John Bonham dividem a mesma bateria, como crianças em véspera de Natal, Janis Joplin dança loucamente do seu lado o Jimi Hendrix fica olhando o vibrato da sua Lucille. E não para de chegar gente boa… Os que ficaram aqui certamente estão com inveja.

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