Dia sete…

7setembro0

 

E cá estamos nós outra vez, mais um sete de setembro chega e com ele desfiles cívicos, bandeiras, tambores, bumbos, surdos, pratos, balizas, caixas, repiques, aplausos e bandeiras, além de faixas, cartazes, pompas, obrigações e tarefas escolares para alguns renegados que assim como eu não são adeptos do desfile. Nunca gostei, desde os tempos de primário, não gostava mesmo! Mais que isso, odiava o fato de ter que me enfileirar e descer a avenida principal da cidade batendo o pé sobre uma faixa pintada na rua com toda aquela gente em volta.

Então eu não comparecia mais ao evento e sempre me davam uma tarefa para fazer como castigo, até que um dia ao fazer a tal tarefa sobre civismo e independência, acabei extrapolando as dez páginas exigidas e nas vinte e cinco que acabei fazendo, transcrevi todo meu ponto de vista, minha indignação e expliquei os motivos pessoais da minha aversão. Isso me rendeu uma boa conversa com a orientadora educacional da escola. Pelo menos ele foi suficiente para me livrar no ginásio dos outros desfiles.

            Hoje é domingo, pareceu tudo tão tranqüilo, não ouvi gritos das crianças, nem algazarra, nada da fanfarra, sem alvoroço algum. Me pareceu uma data atípica, diferente de outras já idas. Não vi os patriotas de butique que tinham orgulho de ser brasileiro na copa (tinham até levarem a lambada dos 7×1 da Alemanha) empunhando bandeiras e cantando aos trancos e barrancos o hino nacional. Não ouvi nenhum foguete solto pela pátria, nenhuma bandeira, galera reunida vendo desfile na sala de casa pela tv então nem pensar!

            Tudo bem que meu senso patriótico derreteu com o calor, aos meus olhos o sete de setembro é só um dia como outro qualquer, não me vejo mais nas ruas embandeiradas, bradando cânticos para a nação. Cresci ouvindo que o Brasil era o país do futuro, só que ninguém me disse que o futuro nunca chega, que só se vive o presente. Ainda viverei para caminhar sobre meu país, minha pátria, ver os três estados do SUL formando um país sólido, unido. Não sou brasileiro, sou SULISTA!

            Para encerrar, marcar a data, deixo um link do youtube por aqui, a canção é conhecida, retrata bem o que era e o que continua sendo a nação: Camisa de Vênus – O país do futuro (https://www.youtube.com/watch?v=kS8MKBplytc)

 

Um FORD abraço.

 

Sabugo

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