Eu queria ter uma bomba…

 

            Como diria Raulzito: haja santo e haja vela! Caramba! A noção do ridículo deve ter ido pelo ralo literalmente. Não é possível!

            A indignação ocorre pela época de política, é tanta mediocridade, tanta falta de bom senso, tanta falta de sacação que o humor da gente vira fumaça, termina já nas primeiras horas do dia. Não se pode atender um cliente direito porque o bendito carro de som passa a cada 20 minutos na frente da loja tapado de adesivo e com a mesma música de mau gosto numa versão pra lá de chata, ou melhor numa aversão da música.

            Coitados dos veículos que irão ter sua lataria agraciadas por cola, adesivos, barbantes, cordas e toda sorte de danos. Esses mesmos veículos que inocentemente trafegam sob a tutela de seus proprietários que estão lucrando algum com a política e a ´´propaganda´´ de rua irão após as eleições trafegar pelas mesmas ruas e estradas esburacadas de antes, aquelas mesmas das promessas não cumpridas do pleito anterior e desse mesmo, inclusive pelo cidadão da propaganda que o pobre veículo carregava.

            Aos despreparados e descarados pedintes de votos, opa desculpa aos digníssimos e caríssimos candidatos, minha simples sugestão em forma de pergunta: Não seria melhor ao invés de fazer paródias toscas com músicas já executas a exaustão e chatas pra ca$%&* aproveitarem o infortúnio coletivo de seus carros de som para explanarem seus projetos políticos (duvido que a maioria tenha algum decente)? Desculpem-me, mas não acredito que vossas senhorias estejam pleiteando para o bem do povo, para a melhoria da condição dos humildes e necessitados. Estão apenas gastando combustível, atrasando o trânsito, atrapalhando atendimentos em estabelecimentos comerciais, telefones, consultórios e toda sorte de outros lugares com seu som alto que convenhamos é de um péssimo gosto aliado à música repetitiva, chata e sem graça, além é claro de emporcalharem as ruas da cidade com cavaletes que estampam vossas faces sorridentes.

            Ah, lembrei outra situação. É a seguinte: é o cúmulo adesivar automóveis de funcionários e de desconhecidos sem o consentimento, ou pior, na base da pressão. Senhores, para alguns, confesso que poucos, os automóveis são membros queridos da família, aos quais temos estreitas relações de cumplicidade, amizade e camaradagem e no que tange ao amor pelos veículos, tal prática é uma heresia.  

            Ainda bem que meu Maverick está são e salvo dessa pataquada e que pelo menos não tocam rock and roll nas propagandas. Pena que ainda demora alguns dias para os carros de som dar uma trégua… Mas que eu queria ter uma bomba, ah isso eu queria com certeza!

 

Um Ford Abraço

 

Sabugo.

 

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