Tentando sempre nem que seja para acertar uma única vez

Maverick Encontro

Semana passada eu falei sobre a frase do Rocky Balboa, sobre a vontade de ir além e agüentar o tranco da viagem, suportar as pancadas da vida. Encarar os entraves e suportar um a um até que as coisas se ajeitem. Pois bem, não há outro caminho, temos que ter mais fibra que o oponente, persistir, ser teimoso, casca grossa. Obviamente que não é tarefa fácil, as vezes temos que ir para o canto do ringue, sentar no banco e ganhar tempo, fôlego e darmos uma pausa no combate. Aí voltamos ao combate novamente e eis que o resultado vem junto!

Depois de penar um bocado, ter vario imprevistos, problemas, situações inusitadas e o bom humor gasto, surrado e combalido, voltando ao ringue, vejo uma luz no fim do túnel e para minha sorte não é um trem vindo em minha direção. A coisa estava finalmente indo para o seu devido e merecido lugar. Vou explicar…

Levou um tempo após pegar o Maverick da restauração para colocar ele rodar novamente, entretanto devido ao tempo parado, o carro não estava como antes, nos dias de glória, nem a lenta estava regulada. Procurei um mecânico, marquei com ele o dia para levar o Maveco lá e relatei todos os problemas ocorridos e o que eu gostaria que fosse arrumado nele. Pois bem, chegando o dia marcado levo ele lá e o deixo sob os cuidados do mecânico. Levou dois dias para ele me ligar dizendo que o corpo do carburador estava comprometido e seria necessária uma troca. Não tendo alternativa, concordei em trocar, uma porque ele já deveria estar rodando há tempo e outra porque eu não agüentava mais ficar na dúvida se ele iria ligar pela manhã ou não, era ridículo não ter marcha lenta nele.

Sexta feira o mecânico liga de volta e me passa o orçamento do serviço, reúno a grana e vou até a oficina, pago e saio com o Maverick com o carburador reguladinho, cilindro mestre de freio novo, mangueiras de combustível e filtros novinhos, vedado o coletor de escape, óleo trocado, tudo uma jóia. Viro a quadra a ganho a rua, saio de mansinho com ele e vou acelerando gradativamente para sentir o carro, tenho a impressão que não puxa tanto quanto no tempo em que eu o usava com a carburação mais aberta, com os chicles maiores, mas deve ser só impressão, o carro está andando bem, não embola, tem lenta e freia também!

Havia anos que eu não rodava mais a bordo do Maveco, como é bom! Sem notar estampo um sorriso nos lábios e passeio com ele, rodo, rodo como antes, com o carro confiável, estável, macio, roncando, não roncando não, fazendo música com o velho Geórgia 2.3. Até fiquei mais animado para subir na rádio sexta e mandar ver no Rock and Roll. E a história não acaba aí! Fui convidado para um encontro de autos antigos aqui na cidade no domingo, seria o primeiro que eu iria comparecer, não era um encontro grande, mais uma confraternização por assim dizer, mesmo não tendo tempo de lavar o Maverick fui até lá, mas não sem antes colar um adesivo com todo carinho do meu Clube de Automóveis antigos do coração: Automóvel Clube Sarandi.

Ah meu Maverick valeu a pena, cada pedra no caminho, cada espinho no pé, tudo ficou na memória, no passado e não anda mais junto a nós! Vamos ganhar novamente a estrada, vamos levar o passado adiante através do futuro!

Adesivo Sarandi

 

Um Ford Abraço

Sabugo.

 

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