Tem dias…

 

KombiTrator_thumb[1]

Nem tudo é um mar de rosas, a gente sabe disso, mas quando a coisa começa a emperrar pode ter certeza que não é culpa de um único parafuso! Tem dias que a coisa não rende, não vai e é nesse dia que não adianta teimar, tem que ter uma pausa para retomar o fôlego e depois voltar a remar contra a maré. Não é meu privilégio isso, todo mundo tem, alguns mais, outros menos.

Veja bem, depois de tudo, quando você pensa que não pode piorar a coisa se apresenta ainda mais escabrosa em alto e ´´pior´´ som.

Depois de uma semana corrida, com um monte de coisas pendentes para fazer, aproveitando o ´´feriado´´ por conta de um jogo de seleção aí, vou até a garagem para dar partida no Maverick (isso depois de mandar carregar a bateria) e vejam só, o filho da mãe continua travando acelerado. Lá vou eu atacar de mecânico caduco, como não vou arrumar, vou dar um jeito através da santa e infalível gambiarra: simples, quem trava é o segundo estágio do carburador, moleza a solução, vou isolar ele, pronto, assim foi possível ir para a rádio fazer o Mundo do Rock. E

Então no sábado, dia do ensaio da banda, eis que a coisa não anda, dos quatro, apenas dois comparecem, pois o baixista e o baterista tinham compromissos e não poderiam estar conosco. Tudo bem, vamos ver o que sai e outra vez emperra no equipamento dando problema. Salvos pela santa gambiarra novamente deu para chegar até o final do ensaio apenas em dois elementos.

Chegando o domingo, levanto cedinho para arrumar as calhas da casa e pintar umas soleiras de janelas, começando o trabalho noto que chega o visinho da frente. Não tinha como errar, era o cara mesmo, todo boy, carrinho 1.0 de 16 válvulas com turbão, socado no chão, os para lamas amassados, motor fumando, vidros tapados de película, pneu parecendo uma fita isolante, os vidros baixos e acelerando tudo o que podia. Isso por si só bastava para diminuir o ânimo, mas tem dias que coisa piora, piora num grau absurdo. Não é que o cara está com o volume no talo ouvindo um FUNK sei lá se é ostentação, pancadão ou inferno da multidão, mas era uma letra medonha de lazarenta, repetitiva, que não tinha nexo a não ser no refrão que dizia que ela fazia um… Bem, melhor não comentar o que ela fazia.

Como pode em pleno domingo pela manhã o cara me lascar um som ruim desse com uma letra indecente ao extremo para a rua toda ouvir?

A tarde, depois de terminar os trabalhos, entro, tomo um banho, e vou me desintoxicar ouvindo um bom, velho e compassado Blues torcendo para a semana ser melhor e dar um jeito de internar o Maverick.

 

Um Ford Abraço

 

Sabugo

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