As pedras do caminho

Maverick Crides

Nem todos eles, nem tudo podem, mas tem hora que a gente desanima e a questão é aquela de dar um jeito na situação.

Não vou falar dessa vez de rock, não vou falar da amizade, vou falar do fardo que arrasto, da teimosia que tenho e que me faz ir adiante, de querer, de tentar, de me empenhar e que embora movido ainda por uma paixão pelos antigos muito grande, as vezes, tenho que confessar, é complicado.

Tenho recebido ajuda de alguns amigos para voltar a andar com meu Maverick como nas antigas, mas a coisa está feia para o meu lado, não tenho dado muita sorte e arrumo uma coisa, outra precisa de socorro. São os perrengues já esperados, não seria simples desmontar um carro inteiro e depois de praticamente três anos remonta-lo sem nenhum problema. Eis que os problemas aparecem, aos pares e isso mesmo sendo previsto e esperado, é chato, dá uma deprê.

As mazelas vão desde a parte elétrica, um simples ato de dar sinal não é possível, até regulagem de carburador que insiste em dar falta em alta, comprometendo o desempenho. Fora a geometria que ainda não está certa.

Ah como éramos melhores nas antigas, tudo reguladinho, funcionando perfeitamente, confiável, fazendo inveja para muito carro novo. Hoje estamos longe daquela realidade, mas teimosamente a caminho dela, passo a passo, reaprendendo a andar, apertando um parafuso, arrumando uma abraçadeira, indo e vindo de oficinas.

Não é fácil, as vezes isso vira um calvário, a gente desanima e cogita parar de seguir esse caminho de antigomobilista, não só pelo carro, pelos problemas que ele apresenta de vez em quando, mas por outros motivos, comentários e situações de você não ver no profissional que vai consertar o teu carro o mesmo amor e tratamento que você tem pelo seu veículo antigo.

Quando essa realidade pega carona, é hora de estacionar, desligar o motor, erguer o vidro, descer do carro e chaveá-lo. Depois de um tempo passa, você volta até a garagem olha aquela máquina lá, suas curvas, sua história, seu legado, relembra dos momentos bons e percebe que tudo que ela precisa é de um trato e lá estamos nós de novo remando contra a maré dos carros novos, tecnológicos e feitos de plástico.

Antigomobilista é assim mesmo, nem sempre entusiasmado, mas sempre empenhado.

 

Um FORD abraço

 

Sabugo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s