Ser um eterno aprendiz…

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Já se passam longos trinta e poucos anos desde de 1976, foi num dia frio de junho, mas precisamente às 10 horas da manhã do dia 22 , na enseada de Charitas em Niterói, RJ que eu cheguei neste plano físico.

Época onde grandes carros circulavam: Alfa Romeo, Opala, Charger, Dart, Maverick, Landau, Passat, Fusca, Corcel, , Puma entre outros tantos remanescentes da década de 50 e 60.

Creio que foi por este motivo eu ser tanto aficionado por estes automotores, consigo ver beleza em um Lada, podem acreditar (risos).

Leitor de tabela das antigas Quatro Rodas, Auto Motor e da saudosa Oficina Mecânica, mesmo não tendo um carro, sempre me interessava pelos lançamentos e principalmente pelos acessórios e venenos da época.

Hoje mesmo não tendo uma condição financeira estável, creio na esperança de melhoras e mantenho no “Stand by” um Opala Diplomata 91 e um Del Rey Ghia 88, mesmo morrendo R$ 240,00 mensais nas duas vagas de garagem que não me garantem total integridade dos mesmos.

Sonho como muitos vão se identificar aqui, com uma oficina onde pudesse fazer reparos, modificações, pinturas e etc. Acho que não é uma grande ambição nem tão impossível assim.

Pois os que me conhecem pessoalmente sabe que sou um trabalhador da área de TI, mesmo tendo muitos cursos na área automotiva, tive uma passagem relâmpago por uma concessionária da Volkswagen do Brasil em 1994 e infelizmente tive que sair para servir à pátria amada como dizia o Raulzito, deixando um vazio no peito, pois escritório não é meu “habitat” natural, burocracia me enoja e foi pensando nisso que há alguns anos voltei a estudar como aluno técnico, refiz o curso de Eletrotécnico, mas mediante da péssima qualidade do curso achei que não estava preparado o suficiente para ingressar em uma empresa de porte assumindo qualquer responsabilidade por vidas alheias e até pela minha própria, nem fiz questão de pegar o diploma,confesso grande frustração de minha parte, mas não aceitei como derrota e sim como experiência pessoal, mesmo sabendo que os dias voam e cada vez fica pior para mim trocar de profissão de forma definitiva.

Foi quando ano passado fiz a prova do ENEM como muitos estudantes, tive excelentes notas que me credenciariam SEM COTAS a cursar engenharia em algumas faculdades públicas. Mas por motivo do meu trabalho optei a fazer outro curso técnico, o curso de Técnico Mecânico Industrial, não é exatamente ligado aos automóveis, mas, com certeza é no “campo”, longe do escritório. E como ferramentas são universais, podem ser usadas tanto em um navio como em um Fusca, guardada as devidas proporções.

Hoje fico feliz por ser mais um aluno do Senai, o curso tem correspondido desde do maquinário, das exigências até o alto nível dos Mestres que lecionam com gosto pelo que fazem, falam com orgulho como abraçaram a profissão, isso pode parecer uma baboseira, mas é muito importante para mim.

E como diz a música do Gonzaguinha: “E não ter a vergonha de ser um eterno aprendiz. Viver…..”

 

Pé no porão!

 

Abraços

 

Leandro Sauerbronn

 

 

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Um pensamento sobre “Ser um eterno aprendiz…

  1. O SENAI me deixou frustrado quando tentei me ingressar no curso, era dia 13 de agosto e no dia 14 de agosto, ou seja, no dia seguinte, eu completaria 14 anos de idade, rejeitaram minha matrícula por causa de um dia, ou seja, me tiraram a oportunidade de ser hoje um profissional de alguma área específica. Frustração total, mas não tiro os méritos de que seja um bom curso, até nos dias de hoje.

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