Quase três anos

Maverick

Ninguém disse que seria fácil, barato e rápido. Muita gente questionou desde a escolha, o gosto, o valor, o tempo e a razão. Alguns deles duvidavam, outros sequer se importavam, entre tantos alguns apoiavam e davam força, acreditavam, partilhavam do sonho. Agora que o processo praticamente acabou (na verdade ele nunca termina por completo), sai o peso dos ombros, volta-se a respirar aliviado e um gosto de vitória, um sabor de conquista retoma os lábios agora curvados em um sorriso.

Depois de longos dois anos e onze meses pude enfim andar novamente em meu Maverick, em estado de novo outra vez, restaurado, cromados reluzentes e lataria polidinha, sem amassados, pneus novos, bancos de época, tudo como eu queria. Quer dizer, quase tudo, sempre tem alguma coisa que precisa ser melhorada, sempre temos coisas por fazer em nossos antigos, mas isso é o que nos move. O que realmente importa é poder estar novamente com ele, poder guiá-lo por aí, ouvir o ronco do motor novamente, sentir o vento entrar pela janela, ver a lua no retrovisor e ter os faróis como os olhos postos sobre o asfalto.

Não importa o que os outros pensem, nem a conversa de que com o valor gasto nele eu poderia ter um carro popular zero bala. Não se computa a felicidade somando o dinheiro, não é com moedas que se constrói a felicidade, não, definitivamente não, tem coisas que o dinheiro não compra, uma infinidade de coisas!

Eu sou Maverickeiro, sou antigomobilista de coração e se não tenho mais autos antigos é por falta de recurso financeiro mesmo, pois se pudesse, teria no mínimo um para cada dia da semana. Andar de Maverick é um prazer, é algo único, é praticar Mavecoterapia, só quem anda sabe! É fazer o passado ir adiante, rodar no futuro embarcado no passado, esse gosto de nostalgia são poucos que conhecem, mas amigo leitor, pode ter certeza que é maravilhoso.

Obviamente que não está perfeito, ainda temos coisas para regular, coisas para instalar, ajustas para fazer, mas isso é o de menos, são coisas pequenas e poucas a serem feitas, nada que impeça de andar com ele numa boa e tranquilamente.

Sinto-me feliz a bordo do meu Maveco, é bom vê-lo novamente na garagem de casa, voltamos à rotina de calibrar pneus, ver a água do radiador, abastecer e conferir o óleo, saudável rotina.

 

Um FORD abraço.

 

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