Carros elétricos: Quais os prós e os contras?

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Apesar de serem claramente mais econômicos, os carros elétricos ainda geram algumas dúvidas quanto aos benefícios, principalmente em relação à segurança, quando comparada aos carros a combustível. A melhor maneira de decidir é comparando os prós e contras de cada um.

A primeira coisa que deve ser abordada ao mencionar carros elétricos é a bateria. Os carros elétricos usam uma bateria de íons de lítio, que dão autonomia de até 200 km ao carro. Para um veículo, este número ainda é relativamente baixo, sendo um dos principais motivos para os carros elétricos ainda não terem dominado o mercado.

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Outro motivo para os carros elétricos não serem mais populares é o receio de incêndio. Cada veículo desses tem debaixo de seu capô o equivalente a 7.000 baterias de celular. Ao se chocar com algum objeto, seria praticamente uma bomba móvel.

O lado bom é que exatamente por ter todo esse risco, o maior foco das empresas do ramo atualmente é manter o carro seguro. E elas têm se provado bastante eficientes, inserindo vários mecanismos de precaução. Por exemplo, fusíveis e disjuntores que desconectam as baterias quando os detectores de colisão captam o risco de danos.

Manter a bateria em temperatura baixa também é essencial, já que quanto mais quentes elas estiverem, mais provável que elas explodam. As montadoras Tesla e Ford (com seu novo modelo de Focus elétrico) circulam um refrigerador líquido de radiador através do pacote de baterias para manter a temperatura mais baixa possível enquanto o carro estiver ligado.

Segurança em primeiro lugar

Como se isso não fosse o bastante, a Volvo – uma das líderes em inventar novas formas de deixar as baterias de carros elétricos mais seguras – tem como sua maior razão de venda a avançada qualidade de segurança de seus sistemas. O posicionamento da bateria no C30 DRIVe é o mais longe possível da zona de deformação – a parte do carro projetada para receber maior parte dos impactos – para mantê-la segura em caso de colisão. Segundo a empresa “Nós já até acreditamos que no futuro carros que utilizam apenas eletricidade podem ser até mais seguros que carros com motor a combustão.”

Uma prova de que muito trabalho está sendo feito para manter o carro mais seguro, é que em agosto deste ano a Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) – órgão americano que mede a segurança dos carros – avaliou diversos carros em testes de impacto e o Model S, novo sedan da Tesla Motors, recebeu nota máxima nos três testes de colisão: frontal, lateral e traseira.

Por conta de resultados como este, é possível observar várias mudanças no mercado em relação aos carros elétricos. Uma delas é que ficou bem mais barato fazer um seguro, como informa esse site de seguro auto. Não só isso, mas a manutenção também é mais barata, uma vez que não existem filtros e não é preciso trocar óleo.

Outra modificação para aumentar a segurança foi em relação ao ruído do veículo elétrico. Como a maior parte do barulho emitido por um carro vem do motor a combustão, os primeiros carros elétricos fabricados eram extremamente silenciosos, o que representava um perigo para os pedestres, que não o ouviam se aproximando. Por isso, os fabricantes tiveram que fazer modificações, de modo que o carro emitisse algum barulho.

 

Baterias de ar-lítio

As baterias de ar-lítio prometem dar aos carros elétricos autonomia de 800 km, o dobro da capacidade de carros a combustível. Para quem não confiava muito nos carros elétricos por medo dele perder a carga inesperadamente, esse é um ótimo número. Além disso, após diversos testes, foi comprovado que a bateria de um carro consegue ficar com 85% de sua qualidade (o valor mínimo para o carro funcionar) por 27 anos. Infelizmente, estas baterias ainda são bastante instáveis e não sairão no mercado tão cedo.

No final das contas, os carros elétricos já são bastante seguros e existem diversos motivos para você adquirir um. Faz bem para o meio ambiente e para o seu bolso. Entretanto, ele ainda é bastante limitado na distância que pode percorrer por carga, então nada de viagens muito longas.

Mas se viagens longas não são um problema e você está pensando em adquirir um, a NHTSA, responsável pelos testes de impacto e de segurança em geral dos carros, tem quatro recados importantíssimos para você não correr nenhum risco:

1-       Sempre suponha que a bateria e todos seus componentes estão 100% carregados.

2-       Componentes elétricos, fios e baterias de alta voltagem representam perigos reais de choque.

3-       Vapores que saírem da bateria são potencialmente tóxicos e inflamáveis.

4-       Danos físicos ao carro ou à bateria podem causar liberação imediata ou retardada de gases inflamáveis que podem causar incêndios.

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