E na feira, um maverickeiro andando

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            Era plena tarde de terça-feira, depois de tirar o Maverick da auto-elétrica e deixá-lo em outra oficina para acertar o carburador, o ponto, ajustar a altura do freio, alinhar o volante e outras coisas mais, daquelas que após a restauração você vai ajustando aos poucos, desço a pé a rua principal da cidade rumo à minha casa.

Legal que ao passar pelo centro da cidade vejo pela primeira vez uma feira de livros em nosso município! Coisa fantástica! Deveria ter isso antes.

E eu como leitor viciado, não me seguro e vou prestigiar o evento. Encontro um amigo e vamos visitar as livrarias que ali se encontram. Não foi difícil me entreter com tantos livros em minha frente e perder o amigo de vista.

Quantos livros sobre rock! Havia um comentado sobre todos os discos que o Bob Dylan lançou, havia também várias biografias por lá: Stones, Kiss, Queen, Neil Young, Keith Richards, Mick Jagger, Johnny Cash, Black Sabbath, achei até um sobre um cara que fez parte do Small Faces e depois seguiu em carreira solo: Rod Stewart.

Minha nossa, eram tantos livros de nomes da música mundial que fiquei extasiado, quase sou arrebanhado por uma crise de consumismo, por sorte (ou não) eu estava praticamente zerado de dinheiro na ocasião.

Achei maravilhoso ter tantas publicações falando a respeito dessas pessoas que fizeram música, algumas delas ainda fazem, sim, mas o que me encanta é a contribuição que elas deram para a música a nível mundial, pelo tempo a que resistem suas canções. E olha meu amigo, não falo de um ou outro artista, mas de vários! Nessas horas o orgulho de ser rockeiro vai ao limite, tenho que confessar.

Sabe, revirei as livrarias da feira e não achei nenhuma biografia do Justin Bieber, da banda Calypso, é o Tchan, Só Pra Contrariar, Luan Santana, Michel Telo bem como outros tantos ´´astros´´ da música nacional atualmente. Ainda bem que não achei. Será que não havia na feira mesmo, ou será que não tem nada para ser escrito? Provavelmente essa segunda opção é a verdadeira, esses pseudo-ídolos da mídia momentânea não possuem conteúdo para um livro.

Falando em ídolo com assunto para um livro, vi um em especial que me fez tremer num misto de saudade, orgulho, gratidão, nostalgia e carência. A capa trazia um carro em branco e vermelho, dentro um capacete verde e amarelo. O livro falava do nosso eterno campeão Ayrton Senna da Silva. Esse sim, daria um livro com vários volumes…

Enfim, voltei para casa tendo rodado vários km com livros nas mãos sem sair do lugar e ao mesmo tempo, voltando no tempo, mergulhando na história e relembrando o passado.

Bom, no outro dia eu voltei lá, afinal de contas, havia alguns livros que deveriam vir morar comigo. Melhor que a programação de tv é poder ler um livro no domingão.

 

Um Ford Abraço

 

Sabugo.

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Um pensamento sobre “E na feira, um maverickeiro andando

  1. Muito bom o texto menino!!! Tem “ídolos” de uma canção e/ou um disco só!!! os que você citou são ícones mundiais!!!
    Um grande quebra-costelas!!!
    CAMARGO – Curitibanos – SC

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