Como diria Wander: As coisas mudam

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             Sabe, acho que o Wander Wildner deveria ser considerado profeta. Nesse domingo em meio ao marasmo me pego pensando na vida e num estalo me salta aos olhos a grande verdade contida na música do Wander: As coisas mudam.

Depois de uma semana corrida, o marco da semana é a sexta feira a noite, mais precisamente sexta feira as 21:00 horas que é quando começa nosso programa semanal na rádio. Obviamente que é um programa de Rock and Roll. Mas sabe de uma coisa, ele é muito mais que isso, nós somos colaboradores na rádio, não funcionários, ou seja, não ganhamos nada (monetariamente falando) para ficar 3 horas na rádio. Ganhamos muito mais que isso (estou falando no plural, porque fazemos o programa em dois: eu e o Dudu), ganhamos a satisfação de tocar um som que há tempos embala gerações, que marcou época e que não é todo dia que você escuta.

E como as coisas mudam, fui guardar meus cd´s, aqueles que sempre levo para fazer a programação e me recordei de quando na infância visitava a rádio da cidade. Naquela época eu parava na discoteca da rádio, maravilhado com tanto vinil, havia uma sala cheia deles, as quatro paredes e um bancada no meio da sala que continha 3 andares de vinil, todos eles devidamente separados de acordo com o estilo musical e muito bem marcados por etiquetas. Lembro que quando eu pegava os vinis na mão eu mergulhava nos encartes deles, nossa, como havia encartes maravilhosos, verdadeiros pôsteres de tão grandes, bem elaborados e bem feitos. Parece que foi ontem isso tudo… Nas capas dos discos as melhores canções recebiam a caneta mesmo uma marcação que consistia em dois sinaizinhos de mais, um ao lado do outro. Já as canções que não eram tão boas recebiam um sinal de mais seguido de um de menos. Isso para facilitar a vida dos locutores na época.

Veja bem, isso foi há quase 20 anos atrás, agora a coisa mudou, é tudo em mp3, sempre cabe uma imensidão de músicas (que não chegam aos pés do vinil em termos de qualidade de gravação) em um pendrive. Ou então, tudo na cpu do computador da rádio. Confesso que acho isso bem sem graça, é prático eu sei, mas sem nostalgia nenhuma.             Como bom teimoso que sou, não mudei tanto assim, ainda carrego meus Cds, que embora não se equiparem ao maravilhosos vinis, pelo menos são práticos para carregar, tem um encarte meia boca e a descrição das músicas no verso. Acho mais gostoso colocar o cd no deck do que simplesmente abrir o pendrive e clicar sobre a música. As coisas mudam e ao invés de entrar na discoteca da rádio para escolher aquela pilha de bolachão para rodar como era na década de 90, já levo tudo na mala, quando chego no estúdio espalho todos eles por cima das mesas e ao som do Rock vejo Janis vizinhar com  Jethro, Grand Funck ficar ao lado de Raulzito, Camisa de Vênus em frente ao Guns… Gosto disso, não tem a mesma nostalgia é verdade, mas são 3 horas de rock escolhidos a dedo.

 

Um Ford Abraço

 

Sabugo

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