Um final de semana de chuva

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            Incrível como algumas previsões se concretizam, de quando em vez os oráculos acertam e geralmente acertam quando a previsão é ruim, quando a coisa tente a ficar medonha é que o percentual de acerto aumento. Isso é sacanagem, mas apesar de ser sacanagem é uma realidade constante. E não sei por que razão a previsão prometia uma chuvarada graúda aqui para esse final de semana. Não deu outra, despencou o mundo em água. Bem, acho que ficou claro que o assunto de hoje é água não é mesmo?

Sexta feira tinha o programa para fazer, são três horas semanais de rock e não podemos desperdiçar nenhum segundo de nosso espaço na rádio. Por conta das fortes chuva, raios, relâmpagos e trovões decidiram (ou necessitaram) desligar os elevadores do prédio. Eu inocentemente atravesso a rua com duas malas cheias de cds abaixo de chuva e adentro o prédio, foi então que avistei os dois elevadores desligados e a porta das escadas como que sorrindo marota me convidando a entrar.

Lá se foi o Sabugo escada a cima com as malinhas de cds até o oitavo andar. Não estou na minha melhor forma física, mas ainda dá pro gasto, com o fôlego ainda de boa chego no estúdio, mas a todo custo tentando evitar as câimbras que querem aparecer. Mas isso não interferiu, fizemos o programa abaixo de chuva vendo o céu clarear freqüentemente com os relâmpagos, abri o programa com Riders on the storm do The Door e teve até bloco de Blues.

No sábado a chuva ainda insiste em cair adiando os planos que eu tinha para a tarde. Eu precisava ir buscar meu Maverick, o problema é que abaixo de chuva não havia como, pois está sem o vidro traseiro porque durante a restauração esse item desapareceu e agora preciso fazer outro antes de colocar o vidro. Quando o céu resolveu dar uma trégua, chamei um amigo e fomos resgatar o maverick de uma chapeação para levar à outra onde será concluída a montagem e polimento. Acontece que chegando lá para fazer o bólido voltar à vida deu um trabalhinho. Alguma sujeira no carburador, que logo o velho H34 engoliu sem engasgar.

O que nos tomou tempo foi a luz do painel que acendia indicando superaquecimento. O Fernando (amigo e mecânico) deu uma ajuda e revisamos as mangueiras do radiador, as mangueiras do radiador do ar quente e até retiramos o ´´cebolinha´´ da temperatura conferindo todo o conjunto e nos certificando que a luz do painel tava louca, pois o sistema de arrefecimento do carro estava funcionando perfeito. Mesmo assim saio receoso da oficina e ganho a rua com medo da polícia, afinal de contas o carro está sem limpador de para brisa, sem capô, sem pára-choque e com ausência total de espelhos e bancos, sem falar em cinto de segurança.

Acontece que no trajeto para a oficina para ao lado de uma mercedes benz branca, dessas conversíveis com espaço para duas pessoas e meu coraçãozinho enferrujado de maverickeiro fala mais alto… acelero, acelero, encho os tuchos, tiro o pé de soco da embreagem e a vida flui novamente, os pneus cantam, é um rock em meio a fumaça que sobe enquanto subindo a rotação continuamos no lugar! Não há dinheiro que pague isso no mundo inteiro! Mesmo meu Maverick não estando inteiro!

Ainda no sábado após essa sessão de Mavecoterapia tive que voltar correndo para casa, pois era ensaio da banda, vida corrida. Se é assim com chuva, imagina quando o tempo for bom!

 

Um Ford Abraço

 

Sabugo

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