Os velhos álbuns de Blues

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              Nunca deixe seus Cds mofarem, nem o bolachão (se você é um felizardo de possuir algum). Bote para rodar de vez em quando, escute eles novamente, redescubra, sempre vai ter uma música que vai te relembrar de alguma coisa boa (ou nem tanto). Mesmo que você já tenha ouvido o álbum por milhares de vezes, quando você ouvir novamente vai perceber um riff diferente, algum som que não tinha notado até então. Vai ter algo novo no velho álbum esperando que você descubra.

            Eu recomendo esse exercício, talvez porque eu sempre o faça e sempre que eu faço isso, descubro algo novo, velho, mas novo se é que você me entende.

Esses dias resolvi tirar o mofo de alguns Cds, e olha, fazia um tempão que não ouvia daquele pilha, foi por acaso, mas valeu a pena. Fui até eles peguei um por um, olhei cada um deles, tinha Roger Waters, David Gilmour, Muddy Waters, Blues Etílicos, Ronnie Earl, Teddy Morgan, Peter Green, John Lee Hooker e o escolhido, aquele que saquei da pilha pra levar direto ao aparelho: Jimmy Rogers. Talvez você não tenha notado, mas entre os citados, cinco deles são de blues, do bom e velho Blues, sim, do avô do Rock.

Dei um tempinho no rock nosso de cada dia e fui beber na fonte, visitar o velho delta do Mississippi e sua sonoridade única, seu blues forte, compassado e inebriante. Que viagem mais fantástica, a pegada de Jimmy é muito forte no blues, não sei se ele já era esse tiranossauro do Blues desde que nasceu ou se foi quando integrou a banda de maior de todos os Blueseiros, nosso saudoso Muddy Waters, lá pelos idos anos 50.

O fato é que o álbum de tão bom que era, rodou duas vezes em seguida, eu não pude fazer mais nada, fiquei fascinado pelo som ao mesmo tempo em que também fiquei indignado por não ouvir essa maravilha mais vezes, como que eu pude deixar ele de lado tanto tempo? No outro dia ouvi mais uma vez e assim seguiu pelos outros dias da semana. Cada música no álbum é uma pérola, o som de Ludella é de arrepiar, tanto que acabei tocando na rádio essa música e para ela não ficar lá desamparada, reuni ela com outras dos mestres do blues em um bloco que remeteu ao Mississippi, Memphis, Tennessee e a aura que rodeia o blues. Ainda bem que achei esse álbum, foi ele que me arremessou para a viagem redescobrindo o blues, não consegui ficar somente nele, precisei de mais, de mais e de mais blues e nessa corrente acabei descobrindo artistas formidáveis e redescobrindo outros.

Não dá pra se dizer rockeiro e não gostar de blues, assim como também é impossível ouvir um blues e não vibrar ao som da música, não tem como ouvir blues e ficar indiferente, mesmo que você seja um mineral, certamente sentirá a vibração desse som.

 

Um Ford Abraço

 

Sabugo

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