A pegada

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             Quando nos parece que atualmente a coisa toda se repete e já não há sob o sol nada mais de novo, surge de repente em nossa frente algo novo, tudo bem, talvez nem tão novo assim, mas pelo menos, digamos, diferenciado.

É na contramão das bandas de plágio, dos covers por assim dizer que as bandas com alma, com a tão necessária ´´pegada´´ se apresentam. Não quero de forma alguma desmerecer o trabalho das bandas covers, pois são elas que trazem a sonoridade parecida, muito semelhante e praticamente iguais (em alguns casos) das bandas de nossos ídolos, ou das que a gente curte tanto mas, que nunca vai conseguir comparecer a um show delas.

A questão é realmente a pegada, há bandas por aí que são covers, fazem tudo igualzinho, mas não fazem com sentimento, não empregam a alma na música, executam roboticamente os acordes, fazem as viradas no tempo certo, solam com maestria identicamente ao original, porém sem interação, como se fossem programados para fazer. Não interagem com o público, não vibram em sintonia com a música, tocam bem, super bem sim, altamente fiéis à sonoridade original, entretanto parecem estátuas sobre o palco que emitem sons.

É aí que entram as bandas com pegada, não são como as outras, erram, não usam os mesmos efeitos, trocam o tom, mas vibram com o som que fazem, tem alma, tem a assinatura dos integrantes em cada acorde emitido. Essas são as bandas com identidade, que vão além da música que está sendo tocada, elas fazem o seu próprio som. Fazem a releitura dos clássicos de outrora com a sua visão, com suas limitações, mas são verdadeiros, transparentes e originais. Não por tocarem as músicas de outros, mas por tocar essas músicas da sua maneira.

Aí entra uma outra situação que geralmente é confusa para a maioria dos integrantes da platéia: A banda cover e a banda tributo. Existem covers fiéis na íntegra, mas que não tem alma, e tem os covers que também são fiéis e têm alma… Mas não saem da linha. Já os tributos esses sim me agradam mais, pois fazem uma releitura, uma interpretação das músicas, colocam sua assinatura, usam a pegada da banda para fazer aquela canção. Não são cópias fiéis, é bem verdade, mas deixam aquela canção tão conhecida por você com uma sonoridade repaginada, diferenciada e com toda certeza vão embalar você no meio da platéia.

Não importa se soou um pouco diferente do original, importa se a banda está dando de si, está se empenhando em deixar sua impressão digital na obra, se está colocando seu DNA na música, se fizerem de coração, colocando seus sentimentos, não será só um cover, será uma interpretação, vai ter parte da banda lá, serão originais tocando com seu estilo os clássicos de uma outra banda de mais sucesso.

 

Um FORD abraço.

 

Sabugo

 

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