Do vinil ao vinil

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             Me pego aqui imaginando os idos anos 50 lá pelas terras do Tio Sam, o solzinho de final de tarde, as pin-up´s desfilando com seus vestidos de bolinha, cadillac e ford custom passando pela rua em frente das casas de madeira, brancas e sem cercas, todas com gramados aparados e árvores no jardim. O carteiro jogando o jornal da sua bicicleta, sem parar para isso, as crianças brincando na rua… E lá dentro da garagem, eu arrumando o carburador do meu fairlane ouvindo no toca discos um álbum do Chuck Berry.

Áureos tempos, vários Lp´s, muita brilhantina, mecânica fácil de fazer, segurança, um mundo sem drogas onde o sinal de rebeldia era erguer a gola da camisa, mascar chiclete, usar topete e ouvir rock and roll.

Poxa, como deveria ser legal ir aos bares, encontrar as famosas juckebox e escolher as músicas da hora: Maybellene, Oh boy, Peggy Sue, Race whit to devil, Rit it up, Good golly miss molly, The great pretender, Rock around the clock, Whola lotta shakin goin´on, entre tantas outras. Pense em quantos álbuns maravilhosos você poderia encontrar na loja de discos! Pérolas gravadas no vinil, pepitas de ouro de um e de outro lado do Lp, sons que fariam a revolução da música no mundo, nomes que seriam imortais dentro do Rock.

Seria em um final de semana o encontro com um desses imortais, que na época ainda estava em pleno apogeu de seu sucesso. Você caprichava na brilhantina, engomava a camisa, dava aquele trato no carango e com parcas economias se encaminhava para ver o show que iria rolar. Mesmo sendo um show mal visto por seus pais, eternos conservadores, você iria, afinal de contas aliado à sua rebeldia era seu bom gosto musical, para você não fazia diferença se o rock and roll em seus primórdios era vítima de preconceitos por não fazia distinção de raças (já naquela época ele quebrava tabus e derrubava barreiras!!).

Quem diria que esse seria o cenário do nascimento do ritmo mais empolgante do mundo, que dessa época se originariam as mais variadas vertentes do Rock, que até hoje cultuaríamos aquela década e seus frutos…

Deve ser por isso que quando coloco um vinil dos artistas dos primórdios do rock para rodar, me transporto para aquela nostálgica época, sinto tudo outra vez como se eu já estivesse alguma vez no passado vivido ela intensamente. O som do vinil não é apenas música, é aura, ele te envolve de uma maneira única, impregna o ambiente, transcende os limites da música! É simplesmente mágico, incomparável e maravilhoso!

 

Um FORD abraço

 

Sabugo

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