A máquina do tempo está no porão.

            Minha gente, o tempo passou, mas conseguimos fazê-lo voltar, embora que em partes somente, mas conseguimos!

maquina099

            Ainda lembro de quando na adolescência eu via aqueles caras tocando rock nas festinhas, nossa, a gurizada era o que havia! Sim, todos conheciam eles na cidade, eram assunto, todos queriam ser amigos deles pois eles tocam rock. Isso foi há um bom tempo já, tanto que a adolescência passou, a banda deles também, mas deixou dois cd´s independentes gravados que eu particularmente me orgulho de ter ambos.

Mas o tempo se encarrega de moldar as coisas à nossa volta e como não poderia deixar de ser, mudou o cenário, a banda se desfez, cada um foi para seu canto e ficamos sem nossa banda querida da rapaziada da cidade. Dessa banda temos hoje músico, radialista, odontólogo e professor.

Anos mais tarde aqui na cidade surgiu um bar denominado i9 que contava com um ambiente underground, naquela época foi o primeiro pub que tivemos aqui. Não era lá tão grande não, mas era muito bom e bem freqüentado, e como o nome sugeria, ele tinha um diferencial, uma inovação: no canto da parede, perto do banheiro havia um palco com instrumentos montados sobre ele. Toda quarta esse palco era disponibilizado para o pessoal que freqüentava a casa fazer uso, fosse solo, dupla, trio ou banda.

Me lembro de uma vez em que fui lá numa quarta dessas com alguns amigos tomar umas cervejas, nessa ocasião o fato tornou-se memorável. Convidei um amigo para o vocal, outro para o contrabaixo, um para a bateria, outro que estava ao lado se prontificou para assumir a guitarra e eu peguei um violão. Subimos par o palco e sem nenhum ensaio, tocando todos juntou pela primeira vez mandamos: Ciúme – Ultraje a Rigor, Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo – Wander Wildner, Meu amigo Pedro – Raul Seixas e Homem primata – Titãs. Foi tudo de improviso, mas a galera curtiu e por anos quando a gente se via, comentávamos o feito.

Mas eis que nesse final de semana voltamos no tempo, todos já na casa dos trinta anos, em uma tarde chuvosa de sábado nos reunimos para tocar o bom e velho Rock, ao nosso modo é claro. Num porão apertado, em meio às tralhas de montaria, as barricas de cachaça, ao freezer, as bicicletas e bancos estavam quatros amigos, duas guitarras, um contra baixo e uma bateria parcial onde só se encontravam nela o bumbo, o surdo, a caixa e o chimbal. Com esse abarato, confinados ali embaixo, estavam dos quatro presentes, três amigos que subiram ao palco naquela vez há tanto tempo. Tocamos quase a tarde toda, foi visceral, não foi perfeito (óbvio que não, o baterista é profissional, a gente não é, e mesmo que fosse, precisaríamos de ensaio), mas exalava rock o porão! Nos sentimos vivos, relembramos sucessos de outras épocas, fizemos música, prestamos nosso tributo aos rockeiros que já se foram.

Não importa a tua idade, importa é o que você está fazendo. Essa tarde assim como aquela quarta-feira no i9 foi memorável, vamos repetir com toda certeza, vamos reunir os amigos outra vez e o porão vai ser um lugar para se tocar e ouvir ROCK.

Um FORD abraço

Sabugo.

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