Os homens passam, as músicas ficam

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Cada vez a coisa fica mais complicada não é mesmo? Com o passar do tempo vão-se findando os nomes que compõem o cenário musical do Brasil e do mundo. Ultimamente tivemos perdas, lá se foram Alvin Lee (alguém aí da nova geração sabem quem foi ele?) e em terra brasilis perdemos o Chorão.

Alvin Lee fundou lá nos idos anos 60 uma banda chamada Ten Years After que despontou no Woodstock graças ao seu talento como guitarrista, o que propiciou um espetáculo à parte na apresentação da banda, tornando o feito memorável. Entretanto sua carreira solo não despontou com tamanha evidência (infelizmente).

E por aqui, foi-se a figura singular, polêmica e irreverente do Chorão, cultuado por muitos, marginalizado por outros. Não me cabe definir ele, nem quero, apenas quero pegar o gancho de sua partida repentina para abordar o assunto que me flagrei pensando quando soube da notícia de sua morte. Não foi o primeiro do meio musical que eu vi partir, e aposto que também não será o último.

Tantos nomes nos deixaram, tanta coisa ficou sem ser feita, ou será que as obras ficaram como deveriam ter ficado? Eu me despedi do Raulzito, Renato Russo, Celso Blues Boy, Chorão, Chico Science, Cazuza, Cássia Eller, Freddie Mercury, Rick Wright, Stevie Ray Vaughan, Dio, Kurt Cobain, Magic Slim, e muito mais gente boa por aí.

Claro que os homens passam e as músicas ficam, mas caramba, estão passando muitos e muito rápido! Cada dia que passa a música fica mais pobre, ficamos mais nostálgicos e apegados ao passado, ao tempo que não volta mais. Triste ver que tudo isso é cada vez mais intenso e violento, que não podemos fazer nada para mudar essa realidade.

As coleções de Cd´s irão se completar, nossos ídolos não irão mais compor materiais novos, e virão nas rádios verdadeiras avalanches de músicas ruins feitas pela nova geração. Não é que não tem coisa boa, é raro mas ainda se encontra, porém em menor número. E convenhamos que não estão vindo nessas gerações nomes e talentos à altura dos citados acima que consigam ocupar o lugar deles ou o vazio deixado pelos mesmos. Sem comparar é claro, mas nunca mais veremos letras como as de Renato Russo ou uma banda como Led Zeppelin sem ser em vídeos tape ou nos álbuns dos mesmos.

É, fico aqui pensando, pensando, pensando… olho para meus Cd´s e volto a ouvir cada um deles, afinal de contas o que é bom, está no tempo passado.

Um Ford Abraço

Sabugo

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