Di Grassi vê Endurance como boa opção à F1 e sonha ganhar Le Mans

Contratado pela Audi para disputar o Mundial de Endurance da FIA, Lucas di Grassi vê a categoria como uma boa opção á Fórmula 1, por onde passou na temporada de 2010. Empolgado, o piloto sonha com a possibilidade de ser o primeiro brasileiro a vencer as míticas 24 Horas de Le Mans.

“Temos visto vários pilotos talentosos migrando da Fórmula 1 para outras categorias, entre elas o Mundial de Endurance. Para mim, disputar pela melhor equipe e na principal categoria é um sonho”, afirmou o piloto no começo da tarde desta quarta-feira, em São Paulo.

A parceria entre Lucas Di Grassi e Audi começou na disputa das 6 Horas de São Paulo-2012. Nesta temporada, ele participará das 12 Horas de Sebring, das 6 Horas de Spa-Francorchamps e das 24 Horas de Le Mans, com boas chances de marcar presença novamente na etapa brasileira.

“Só tenho encontrado pontos positivos com essa mudança. Estou mais satisfeito, mais focado e tenho um contrato com melhores condições do que tive em qualquer época da minha vida na Fórmula 1”, afirmou. Integrante da nanica Virgin em 2010, ele sente uma perda de prestígio da categoria.

“A Fórmula 1 não tem mais o mesmo nível de montadoras e de patrocinadores investindo que tinha até o começo dos anos 2000. Os tempos mudaram e outras categorias estão chegando com novos conceitos, novas propostas e ganhando terreno em relação à Fórmula 1”, descreveu o brasileiro.No Mundial de Endurance, Di Grassi terá a companhia do amigo e compatriota Bruno Senna. Substituído pelo finlandês Valtteri Bottas após disputar a temporada de 2012 da Fórmula 1 pela Williams, o piloto participará da classe GTE Pro com a Aston Martin.

“Quando ele assinou, conversamos por telefone. A gente é bem amigo fora das pistas e isso é sempre bom. Também é legal para a categoria, para o brasileiro ver que, dos últimos quatro pilotos que passaram pela Fórmula 1, dois estão no Mundial de Endurance. A mídia gosta do Bruno e ele pode impulsionar o campeonato aqui”, afirmou Di Grassi.

O experiente Felipe Massa, na Ferrari, é o único representante do Brasil na Fórmula 1, uma vez que Luiz Razia acabou dispensado pela Marussia por não apresentar o aporte financeiro exigido pela equipe. Conhecedor da realidade da categoria, Di Grassi lamentou a proliferação dos chamados “pilotos pagantes”.”Para correr na Fórmula 1, o piloto precisar ser bom, mas atualmente a decisão de contratar alguém está muito mais relacionada à quanto de patrocínio essa pessoa leva do que ao talento em si. Acho que metade ou mais do grid é assim. Um piloto que é 0s2 mais lento pode conseguir uma vaga por ter um patrocínio melhor”, exemplificou.

Livre da politicagem da Fórmula 1, Lucas di Grassi estreia na temporada nas 12 Horas de Sebring ao lado do dinamarquês Tom Kristensen e do escocês Allan McNish, no próximo dia 16 de março. O sonho maior, no entanto, é vencer as 24 Horas de Le Mans, programadas para 22 de junho.

“O objetivo é fazer uma boa corrida em Sebring, extrair o máximo de conhecimento dos meus companheiros de equipe para evoluir aos poucos e entender como tudo funciona”, disse o piloto, animado com a chance de fazer história em Le Mans. “Ser o primeiro brasileiro a ganhar seria algo muito mais importante do que qualquer coisa que conquistei até agora. Se vencer nesse ano, seria melhor do que o esperado”, afirmou.

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